sexta-feira, 2 de junho de 2017

Bethel/Woodstock, terra sagrada


Desde 2010 iniciei uma deliciosa jornada a locais sagrados do rock, aproveitando a oportunidade para visitá-los em viagens internacionais. Ou como aconteceu em 2013 na companhia do Brother John, planejar uma viagem inteira em torno desse objetivo. Afinal, em condições normais, ninguém sai do Brasil pra fazer turismo em Memphis, só maluco mesmo! Mas como deixar o berço do rock de fora de uma série de visitas a templos sagrados do rock and roll?

Nova Iorque é um destino comum de turistas do mundo inteiro, mas poucos se arriscam a tirar um dia para visitar o local onde se realizou o lendário Festival de Woodstock, em agosto de 1969. Um evento épico que representa a força do movimento que mudou o curso do comportamento humano do pós-guerra. São pouco mais de 170 km ao norte de NYC, no município de Bethel, na belíssima região de Catskills, repleta de lagos e montanhas verdejantes. Para quem é maluco como nós e tem a história do rock em alta conta, eu recomendo enfaticamente a aventura. É inesquecível e emocionante pisar naquele solo sagrado. Tenho até dica de traslados, inclusive de empresa com motoristas brazucas, para quem não fala ou não quer gastar o inglês.

Mais uma vez, palmas para os ianques na arte de preservar a sua história. A fazenda onde cerca de 500 mil jovens se reuniram há quase meio século para celebrar a liberdade, protestar contra a opressão e se divertir com música da melhor qualidade está um brinco. Foi transformada num imponente memorial. Há espaço para shows e festivais que movimentam o local no verão. 

The John,  lembra-se de nossos olhos embotados de lágrimas ao percorrer as instalações do Sun Studios, em Memphis, onde Elvis surgiu para a eternidade?  Lembra-se da nossa euforia ao avistar o prédio da lendária casa de shows Fillmore West, em San Francisco? Jamais esquecerei você quase invadindo a casa onde Janis Joplin morou no Verão do Amor (1967) no bairro Haight Ashbury, em Frisco! Pois é, estar em Woodstock é multiplicar tudo isso e mais um pouco. Uma emoção inenarrável. Certamente o mais importante landmark, em termos de grandiosidade e representatividade juntos,  que já pus os pés, os olhos e o coração!!! E olha que conheço um bom número desses locais!




Saquem o charme do local hoje! Bem diferente daqueles caóticos dias de agosto de 1969, não?



Preservadíssima a fazenda de mais de 600 acres, que foi de Max Yasgur, o maluco que aceitou "alugar" o espaço a um bando de hippies lunáticos prestes a entrar para a história (sem imaginar que isso fosse acontecer). Ao fundo, o famoso o lago onde a galera se banhava nua e o amor livre era celebrado.


                                                      O topo, de frente para o palco.




                                                       O marco oficial e o Marcos (sic).



 O platô onde estão as britas é o exato local onde o improvisado palco foi erguido e catapultou diversas bandas para o estrelato.


                                                       A visão da frente do palco.



Aquarian Exposition, o impressionante e bem montado museu interativo do festival, ricamente ilustrado.




Simples e interessante painel  com a "parada de sucessos" da época e os álbuns lançados no período. Verdadeiros clássicos. Tempos criatividade rica e ilimitada!!!



Cenas da construção do palco. Comparado com a tecnologia de palco dos dias de hoje chega a ser hilário.




Réplicas dos veículos psicodélicos usados pelas comunidades hippies, como os famosos ônibus utilizados pelos Merry Pranksters para rodar o país a difundir o LSD com os testes de ácido. Um capítulo à parte da história da ciência da época. Reparem que o para-brisas interno é uma tela de onde cenas do mítico evento são passadas.



São várias as salas interativas onde se pode ouvir as músicas do período, assistir aos diversos documentários e filmes que retratam o evento ou apenas relaxar e viajar no tempo.



Claro, há a seção especial para reverenciar os músicos e aqueles que participaram daqueles dias históricos.


 A sala da moda da época e algumas indumentárias originais utilizadas pelos músicos que se apresentaram no festival. Boa parte do acervo original pertence à rede hard Rock Café.


Áreas para palestras, eventos culturais ou shows de música. No verão, a parte externa onde aconteceu o festival também é utilizada para grandes concertos.

3 comentários:

  1. Putaqueopariu!!! Pelas barbas do profeta!!! Quequewilson??? Sensacional com força. Estou aqui embasbacado com essas fotos e sua narrativa, brow. Deu para perceber exatamente o morro e o local do palco. Putz, que emoção. Sinto vendo as fotos, imagino você lá. E como os norte-americanos sabem manter a história e conservar e faturar em cima. Duca demais. Uma das melhores postagens do blog. Pirei.

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  2. Fico imaginando você lá. Em alguns momentos quando lá estive pensei em vc e quão louco ficaria por estar ali. Acho até que mergulharias no lago!!!

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  3. É isso aí Marcão, os carecas dominando o turismo e, quiçá, o Mundo! rsrsrs A propósito, você ficou uma gracinha com aquela florzinha na orelha, naquela foto dentro do Magic Bus! rsrsrs

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